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Grande imprensa repercute mortes em presídios com diretor da APMP

Marcio Sérgio Christino, 1º vice-presidente da entidade de classe e conselheiro do CSMP, comentou conflitos fatais entre facções criminosas para TVs Band, Cultura, Globonews e Record, jornais Estadão e Valor Econômico e sites da Época, IstoÉ, Veja, O Dia e UOL, entre outros

O 1º vice-presidente da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), Marcio Sérgio Christino, que é, também, membro do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), foi procurado por diversos veículos de comunicação da grande imprensa para comentar o assassinato de pelo menos 99 detentos em presídios de três Estados brasileiros, ocorridos somente entre os dias 02 e 08/01. Considerado referência para falar sobre crime organizado, por sua atuação no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no início dos anos 2000, e também, por designação da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em ocorrências relacionadas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcio Christino Atuou nos casos dos atentados de maio de 2006, em São Paulo, e do sequestro do jornalista Guilherme Portanova, da TV Globo, naquele mesmo ano. É autor dos livros “Por dentro do crime” (Editora Escrituras) e “A Máfia” (Edições APMP).

No curto prazo de seis dias, 60 mortes ocorreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e mais quatro na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, ambas as ocorrências em Manaus (AM), outros 33 detentos foram assassinados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima (RR), e outras duas vítimas no presídio Romero Nóbrega, em Patos (PB), totalizando 99 detentos mortos no país, e mais dezenas de feridos. No dia 03/01, logo após a primeira chacina, no Amazonas, Marcio Christino concedeu entrevistas para o repórter André Guilherme Delgado Vieira, do jornal Valor Econômico, e para o Jornal da Globonews, que é apresentado por Leilane Neubarth. Na mesma data, o jornal O Estado de S.Paulo publicou, em sua edição impressa e também no portal na internet, a notícia “Família do Norte é a terceira maior facção do país”, assinada por Alexandre Hisayasu, Fabio Serapião e Fabio Grellet, que foi replicada pelo site da revista Veja.

“Esse massacre foi um choque entre uma facção que se tornou internacional com uma local. O Estado não pode admitir que o crime organizado conquiste espaço. Deve reprimir com dureza e não fazer acordos”, afirmou, à reportagem do Estadão, Marcio Christino. “Essa prática agora se generalizou. É muito provável que nas próximos rebeliões outras decapitações sejam filmadas e distribuídas pelo WhatsApp”, acrescentou o 1º vice-presidente da APMP. No dia seguinte, 04/01, o jornal Estadão publicou, em versão impressa e online, a notícia  “Família do Norte filma decapitação e distribui imagens”, assinada por Marcelo Godoy.  “Cortar as cabeças é uma forma de intimidar os inimigos e isso ficou mais fácil com as mídias sociais, com as imagens transmitidas por meio dos telefones celulares”, afirmou Marcio Christino, nessa reportagem. “Foi uma das lideranças, o preso Jonas Mateus, que começou com isso. Ele era açougueiro”, observou.

Nos dias 07 e 08/01, o jornal O Estado de S.Paulo publicou outras duas notícias sobre o assunto, intituladas “27 facções disputam controle do crime organizado em todos os Estados do país” e “PCC envia fuzis para facção aliada na rocinha” e assinadas por Alexandre Hisayasu e Constança Rezende, com mais afirmações de Marcio Christino. “Percebemos que o PCC dava aos bandidos locais a estrutura e noção de organização que eles não tinham. Por isso, acabou ganhando inúmeros simpatizantes em vários Estados. Isso fez a facção crescer e se expandir. Enquanto o CV consolidou o domínio na maioria dos morros do Rio, principais mercados de consumo de drogas no país”, disse o 1º vice-presidente da APMP, na notícia publicada no dia 07/01. . “A guerra com o CV é por motivo exclusivamente comercial: o lucro de drogas”, reforçou Marcio Christino, na reportagem publicada no dia seguinte. Todas as notícias produzidas pelo Estadão foram replicadas por dezenas de sites, entre eles, da revista Época, do jornal O Dia e do portal UOL.

PARTICIPAÇÕES NA TV – Além do Jornal da Globonews, o 1º vice-presidente da APMP foi convidado para comentar as mortes nos presídios pelo Jornal da Cultura, na edição noturna do dia 06/01, pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, exibido em 08/01, e, na mesma data, para um debate ao vivo no programa Canal Livre, da Band. Na TV Cultura, o telejornal apresentado por Ricardo Ferraz e comentado pela professora Arlene Clemesha, da Universidade de São Paulo (USP), e pelo professor e filósofo Luiz Felipe Pondé, apresentou reportagem com a seguinte afirmação de Marcio Christino feita à jornalista Luiza Moraes: “O PCC, dominando essas rotas [de tráfico na fronteira com o Paraguai], passou a ter uma relação de mais atrito com o CV [Comando Vermelho]. Eles estão se dizimando [nos presídios] tão somente para dizer: ‘Quem está dominando o tráfico aqui sou eu ou é você’”.

No programa Domingo Espetacular, da Record, em 08/01, o 1º vice-presidente da APMP ressaltou para o repórter Afonso Mônaco: “Havia um certo equilíbrio [entre as facções PCC e PV]. Ali, naquele momento [junho de 2016, quando o traficante Jorge Rafaat foi assassinado no Paraguai], se desequilibrou. Porque aquela região de fronteira, que não pertencia ou não era dominada nem pelo Comando Vermelho e nem pelo PCC, passou a ser dominada pelo PCC”. Por fim, no programa Canal Livre, transmitido ao vivo pela Band na mesma data, Marcio Christino comentou, na presença do apresentador Fábio Pannunzio, dos jornalistas Fernando Mitre e Sandro Barbosa e do outro convidado, o coronel reformado José Vicente da Silva: “Na verdade, esses sintomas que nós estamos vendo decorrem de uma única causa, que é a completa  deterioração do poder do Estado, a perda de controle do Estado dentro do sistema prisional. O Estado não controla aquela situação, assim como não controla em outros Estados do Brasil. Então, a medida urgente é: retomada de controle dos presídios pelo Estado”.

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